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Revista Cineminha

por Fudidos & Malpagos

Há algum tempo a equipe do blog Revista Cineminha já não atualiza o canal. Informamos que o blog será alimentado com menor frequência em função da materialização da Revista Cineminha, que já está em sua segunda edição. Contudo, trabalharemos para que sempre tenha uma nova informação nesse canal de comunicação.

A Revista Cineminha impressa mantém periodicidade bimestral e distribuição gratuita para todo o país. Os interessados em receber um exemplar basta entrar em contato pelo e-mail fudidosemalpagos@gmail.com.

Vida loga ao cinema brasileiro independente.

Revista Cineminha estreia edição impressa em três estados

Fudidos & Malpagos edita publicação com a realização do Grupo Auê na primeira ação com a Célula Auê de Curitiba-PR

Capa da primeira transgressão da Revista Cineminha impressa

O Núcleo Audiovisual de Guerrilha Fudidos & Malpagos acaba de produzir o primeiro número da Revista Cineminha. O projeto é uma realização do Grupo Auê e a primeira ação em conjunto do grupo após a instalação da Célula Auê em Curitiba-PR.

Até o momento a revista será distribuída em diversos pontos do estado de São Paulo, além da distribuição no Paraná e no Rio Grande do Sul. A ideia inicial nasceu em 2008 durante as gravações do curta-metragem Ista, contudo somente agora depois de uma constante batalha no intuito de viabilizar o projeto que ela se tornou realidade em formato 148mmx210mm.

Dentre os integrantes da Fudidos & Malpagos que participam da construção do projeto e encabeçam a iniciativa estão Bruno Nicoletti (secretário de Artes Cênicas do Grupo Auê), o designer Varlei Janei e Lourenço Favari, além de cineastas e pesquisadores convidados para contribuir com textos acerca da produção cinematográfica terceiro-mundista e seus desdobramentos.

A revista pretende somar com as demais publicações do gênero, democratizar e divulgar o material produzido, que muitas vezes passam despercebidas devido às grandes produções tomarem para si quase que a totalidade da mídia necessária para a divulgação e discussão de um trabalho audiovisual.

Colaboram na edição de estreia: Rafael Christofoletti, do Grupo I-mago: laboratório da imagem, experiência e cri[@]cão, com o texto ‘Plano-Fragmento’; Téia Camargo da rede metareciclagem.org com o texto ‘Gambiarras no audiovisual’, além de uma reportagem sobre o cinema mudo produzido pelo cineasta de Itararé que criou um personagem no cinema independente chamado Georgitos, livremente inspirado em Charles Chaplin.

A edição (que é chamada de primeira transgressão) traz ainda a ‘Mostra Colecionável’ que nesse número traz o pôster do cartaz do longa-metragem ‘O Diário da Província’ de Roberto Palmari. Inicialmente serão publicados cartazes que integram obras de diversos cineastas paulistas pertencentes ao Acervo Roberto Palmari, do Grupo Auê. No entanto é pretendido estender o projeto para produtores que tenham interesse em publicar suas artes na revista bastando apenas enviar e-mail para a Fudidos & Malpagos com a arte em 300 DPI e informações adicionais.

Formada em rádio e TV, a artesã audiovisual (produtora e editora vídeo), Téia Camargo – que reside em Pirassununga –  explica que o panorama atual do setor está cada vez mais estático, em todos os níveis. “O que se produz nas escolas nem sempre rompe os muros para a comunidade, o que vem da mídia é mais engessado ainda. Por isso acho fundamental ter vários veículos de comunicação, com outros horizontes, outras opiniões”, destacou sobre o projeto.

Para ela a validação desse conteúdo também acontece por quem lê a revista. “É apresentado um cardápio bem distinto, com conteúdo diversificado, o que pode proporcionar resultados inesperados”, enfatiza.

DISTRIBUIÇÂO

Sobre a distribuição, o grupo explica que depois da primeira edição será realizado um levantamento dos resultados. Segundo os editores a contagem de saída passará por um processo semelhante ao de um relatório que cada ponto de distribuição receberá junto com os exemplares.

“Vamos fazer dessa forma para que não haja excessos e desperdícios, pois sabemos que o público ainda é pequeno em todas as esferas do audiovisual. Em Rio Claro, por exemplo, ainda temos que formar o público porque o número de pessoas interessadas ainda é muito pequeno com relação a produção. Estamos trabalhando para mudar essa realidade”, informaram os editores lembrando que a publicação estará em outras cidades do país e que isso vai naturalmente acrescentar e provocar o diálogo.

Com relação ao nome da revista os responsáveis  argumentam: “Cineminha por ser um cinema menor (de curta metragem, de baixo orçamento ou até mesmo zero, de baixa penetração no público). Cineminha é um nome gracioso também, por isso foi escolhido. Aceitamos a condição de cineminha”, concluem.

A publicação será distribuída em breve nos meios eletrônicos através do blog da revista cineminha e de blogs parceiros. Em breve também será disponibilizada em formato de iPad. Os interessados em receber um exemplar basta entrar em contato pelo e-mail fudidosemalpagos@gmail.com. A distribuição tanto virtual quanto física é gratuita.

Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual acontece em maio

Por Revista Cineminha

Depois do adiamento em função das chuvas que acometeram a cidade de Atibaia, a sexta edição do FAIA acontece em maio

A sexta edição do FAIA – Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, acontecerá no período de 08 a 14 de maio de 2011, no Centro de Convenções Victor Brecheret, em Atibaia, São Paulo e novamente reunirá em suas Mostras Competitivas “Troféu Sapuari” os curta-metragens finalizados em 35 mm e em suporte digital premiados em vinte e cinco dos mais importantes festivais audiovisuais brasileiros realizados em 2010.

Além do Trófeu Sapuari as obras exibidas nas mostras competitivas concorrem a premiações no valor de R$ 24.000,00, sendo R$ 16.000,00 para o vencedor da mostra 35 mm e R$ 8.000,00 para o vencedor da mostra digital.

Estão confirmadas também diversas premiações especiais oferecidas por entidades parceiras do Festival, como por exemplo, o Troféu Dom Quixote – outorgado por júri especial da FICC – Federação Internacional de Cineclubes; o Troféu CNC, outorgado por júri especial indicado pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros – e a premiações especiais de caráter técnico outorgadas por júri especial indicado pelo SINDCINE – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo.

MOSTRAS PARALELAS
Consolidando suas parcerias internacionais a programação do 6º FAIA apresentará também Mostras Paralelas com produções premiadas nos Festivais de Contis (França), FIKE – Festival Internacional de Curta Metragens de Évora (Évora, Portugal) e FAIAL – Faial Filmes Fest 2010 – Festival de Curtas das Ilhas (Açores, Portugal).

Estão programadas ainda outras três mostras paralelas. Mostra Cine Criança, organizada em parceria com a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. Mostra Nossas Américas, organizada em parceria com a Filmoteca Carlos Vieira e com a CINESUD – Cinema do Sul. E, finalmente, a Mostra Nossos Talentos, organizada pelo Difusão Cineclube em parceria o Festival Curta Atibaia.

POLÍTICA AUDIOVISUAL
Mantendo a tradição de reservar dentro de sua programação espaços dedicados à reflexão e debate sobre os rumos do audiovisual brasileiro, o 6º FAIA reunirá representantes de mais de 80 entidades do audiovisual brasileiro e está confirmada para o período de 11 a 14 de maio a realização da Assembléia Geral do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, que deverá escolher os novos dirigentes da entidade para o biênio 2011/2013.

Reafirmando seu caráter cineclubista e ibero americano, também no período de 11 a 14 de maio acontecerá o VI EIAC – Encontro Ibero americano de Cineclubes, organizado em parceria com a FICC – Federação Internacional de Cineclubes e que contará com a participação de representantes de cerca de 15 países ibero americanos.

Garantindo seu caráter transversal, de celebração da diversidade e de diálogo entre as variadas linguagens artísticas, o 6º FAIA contará ainda com uma diversificada programação cultural com a apresentação de shows musicais, performances, exposições, etc.

O Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual é uma realização da Associação de Difusão Cultural de Atibaia / Difusão Cineclube em parceria com Prefeitura da Estância de Atibaia, através da Secretaria Municipal de Cultura e Eventos de Atibaia e conta com o apoio do Ministério da Cultura através da SAV – Secretaria do Audiovisual e da SE – Secretaria Executiva.

Mostra de Cinema Sem Limites apresentou a nata da produção nacional

Por Revista Cineminha

Rodrigo Olavrack, ator e roteirista do curta selecionado “Ela, Vanessa”, prestigiou o evento

Sessão Sem Limites iniciou a exibição com "A Minha Alma é Irmã de Deus" de Luci Alcãntara

A 2ª Mostra de Cinema Sem Limites, que aconteceu no dia 20 de março aglutinou um número considerável de público interessado na nata da produção cinematográfica nacional. Em função da grande produção audiovisual da região a mostra surgiu com o objetivo de formar público (que diminuiu inclusive em salas comerciais), difundir obras nacionais contemporâneas, além de apresentar as diferentes correntes estéticas do cinema.

A Sessão Cineminha teve início às 15 horas e exibiu os curtas convidados “Boa Morte”, roteirizado por Letícia Tonon; “Bicho Folharada” de J.P. Miranda Maria; “Quando o Mundo Mudou” da cineasta Priscyla Bettim, “Saudade” de Bruno Nicoletti, além dos selecionados “As aventuras de Bruford e Calahan” de Ricardo Pinto e “TamanduAbandeira” de Ricardo de Podestá. Dado o universo lúdico da sessão, a sala de cinema do Centro Cultural Roberto Palmari em Rio Claro, demonstrou uma diversidade de público que contou com adultos, jovens e crianças.

Já a Sessão Sem Limites apresentou trabalhos de diferentes épocas, selecionados, que demonstram a diversidade de estéticas do cinema brasileiro. Na ocasião foram exibidos o curtas “A Minha Alma é Irmã de Deus” de Luci Alcântara; “Tebei” de Gustavo Vilar, Hamilton Costa, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo; “Aos Pés” de Zeca Brito; “Ela, Vanessa” de Marcos Zuin; “1:21” de Adriana Câmara; “Deep Water” de Clara Mancuso e Guilherme Garcia; “Azul Cor de Terra” de Rafael Almeida; e “Substantivo” de Regina Machado.

Rodrigo Olavrack, ator e roteirista do curta "Ela, Vanessa" ao lado do organizador da Mostra, Lourenço Favari

A segunda sessão contou com a presença de Rodrigo Olavrack, ator e roteirista do curta “Ela, Vanessa”. Olavrack destacou a diversidade de estilos cinematográficos. “Foram abordados estilos e estéticas ‘sem limites’. Observei cada proposta imposta por seus cineastas, dentre os quais levaram para o festival um olhar diferente para a sociedade, o resgate de uma cultura na qual os jovens de hoje nem se quer conhecem, as diversas manifestações artísticas que causam estranhezas ao primeiro olhar, mas no fundo despertam a curiosidade intima de todos nós”, enfatizou.

Para ele foi um “privilégio” participar da 2ª Mostra de Cinema Sem Limites. “Tenho certeza que dentre os mais de 50 filmes inscritos, muitos dos diretores no qual seu filme não foi selecionado para a mostra, ficaram decepcionados por não participarem, pois o festival foi muito enriquecedor, nos trouxe uma visão ampla do cinema independente brasileiro e um enriquecimento cultural Sem Limites”.

Depois das exibições aconteceu uma confraternização regada a vinho e os presentes puderam debater os trabalhos apresentados na mostra, além das questões culturais e cinematográficas prementes no município.

Com um público ainda em crescimento, a organização do evento destacou que pretende continuar trabalhando para a formação do olhar e adiantou que a terceira edição contará com muitas novidades.

EXPOSIÇÂO DE CARTAZES

A mostra de cartazes de filmes produzidos em Rio Claro e micro-região foi um dos destaques do evento. Ela teve início no dia 20 e seguiu até o dia 26 de março e contou com trabalhos dos cineastas Roberto Palmari, Antônio Sagrado Bogaz, Thiago Santos, Letícia Tonon, Tobias Vinicius Rodil, Lourenço Favari, Priscyla Bettim e Paulo Rodrigues.

A exposição tinha como objetivo apresentar a safra de cineastas desde a década de 70, quando começaram as atividades cinematográficas nas imediações. A iniciativa faz parte do “Projeto Acervo Roberto Palmari” – criado pelo Grupo Auê – que tem o intuito de coletar, catalogar e preservar a memória audiovisual regional.

Campanha do público para exibir Bitols no Canal Brasil já arrecadou milhares de adeptos

Por Lourenço Favari

Longa narra uma noite na vida de uma banda underground no início dos anos 90, com um nome horrível, futuro incerto e uma mulher misteriosa que causa desavenças internas e adivinha seus futuros

Cena do longa metragem "Bitols" de André Arieta

Há uma semana, a cineasta gaúcha biAh weRTHer, do coletivo ..Cinema8ito.., iniciou uma campanha nas redes sociais para que o Canal Brasil exiba o longa metragem Bitols, dirigido por André Arieta e que contou com o trabalho de biAh como distribuidora e diretora de arte.

Tudo começou há meses, segundo a cineasta, quando o coletivo apresentou proposta de exibição do trabalho ao Canal Brasil. biAh pontua que depois de um bom tempo “na geladeira”, a emissora acenou negativamente: “Reconhecemos o valor artístico do filme, mas não exibiremos”.

André Arieta, do coletivo ..Cinema8ito.., diretor do filme Bitols

A campanha para a exibição do trabalho, que começou há cinco dias,  já arrecadou milhares de tuites e retuites, além de uma grande quantidade de emails enviados pelo público ao canal. Outras redes como Orkut e Facebook também foram instrumentos para a ação.Nós não temos lobistas ou conhecidos famosos nestes veículos ou dentro de entidades ou no MinC ou em qualquer lugar poderoso, mas não pensávamos em desistir”, postou a cineasta no blog do filme.

A iniciativa que começou tímida agregando os fãs do longa Bitols, arrecadou em seguida o apoio de artistas, cineastas e grupos espalhados pelo país inteiro. Para Bruno Nicoletti, da Fudidos & Malpagos e que apóia o movimento, a manifestação é emblemática para a constante luta por canais de exibição para o filme brasileiro independente. “Apoiamos o grupo coletivo ..Cinema8ito.., pelo que ele representa enquanto movimento de resistência a um cinema mercadológico e hegemônico, tão pouco afeito às questões artísticas mais prementes para a consolidação de uma cinematografia nacional consistente”, enfatiza.

A ação pode abrir precedente para diversos grupos e cineastas independentes do país a terem uma janela a mais para suas produções. O trabalho realizado pelo coletivo ..Cinema8ito.. pode ser apenas o início de uma movimentação que por certo não acabará tão cedo. A Revista Cineminha realizou entrevista exclusiva com biAh weRTHer, veja logo abaixo.

Para participar da campanha é só tuitar:

Quero @BITOLSfilme na programação do @canalbrasil #BITOLSCANALBRASIL

Ou pedir em outras redes sociais.

coletivo ..Cinema8ito..

O núcleo de cinema gaúcho coletivo ..Cinema8ito.. encabeçado pelos artistas biAh weRTHer e André Arieta inicia suas atividade em 2000.Voltado para produção, difusão, debate e experimento, o coletivo funcionou como um agregador de artistas independentes. Em sua trajetória publicou a revista Cine8 e foi responsável pela segunda maior lista de discussão de cinema do Brasil, a lista Cine8.

Nos primeiros anos, como ativista sem fins lucrativos, entre as muitas ações estiveram o cine.clube.8ito, o Cineclube Virtual e Flõ festival do livre olhar, um festival itinerante voltado para a vídeo-arte, transmídia e artes integradas.

Quando o núcleo passou a ter uma atividade profissional e não abrir mão de cachês para assegurar a qualidade das iniciativas, nasceram projetos como o Cinema na Mochila, que tem como ideal levar cinema experimental para todo o público possível. O projeto realizou mostras comentadas e oficinas por todo o Brasil e também no exterior, a partir de parcerias com outros coletivos.

Filmografia:

Suco de Tomate (35mm) – prêmio de roteiro do IECINE-RS

O Fim (super oito) – Prêmio pela linguagem em Gramado

Pornografia (intervenção na película super oito) – Prêmio do Júri Popular em Londrina

A verdade às vezes mancha (16mm) – Prêmio de Montagem e do Júri Popular on Line em Vitória

Lilith… a última viagem do século (super oito)

Self (intervenção na película super oito) –  Prêmio pelo conjunto da obra em Campinas,

UMA (DV)

Borboletas no Estômago (MiniDV)

Cantilena (MiniDV)

BITOLS – primeiro longa-metragem dos 8itos e dirigido por André Arieta. O trabalho tem sido um sucesso de crítica e sua distribuição é totalmente independente, num formato que modificou os paradigmas do circuito de exibição no Brasil.

RC: Como foi o contato com o Canal Brasil?

biAh weRTHer: Foi um contato comercial normal. Fomos ao endereço que eles disponibilizam para quem quer oferecer filmes ao canal, seguimos as orientações, enviamos o filme e ficamos por alguns meses fazendo contato, pois nos pareceu que tinham interesse.

biAh weRTHer iniciou a campanha "Bitols no Canal Brasil"

RC: Qual foi a resposta da emissora?

biAh weRTHer: Bem, eles nos deixaram bem chocados com a resposta curta e grossa: “Reconhecemos o valor artístico do filme, mas não exibiremos”.

RC: O que você pensou?

biAh weRTHer: Eu mesma não me surpreendi, porque sei como funciona isto. O André, que estava cuidando deste assunto e esperando meses por eles, que iam protelando uma decisão, é que ficou triste. Porque muita gente todo o dia pede o filme em cidades que não estamos conseguindo chegar. Para ter uma idéia, tem dezenas de pessoas aguardando inclusive entrega de DVDs, porque eu comercializo tudo sozinha. Nos dividimos como dá pra cuidar do Bitols e seguir com os outros filmes e artes visuais. Temos sempre vários projetos paralelos ao Bitols, claro, vivemos disto, não se para nem domingo.

Eu tive na hora a idéia de uma campanha. Sabia que iria dar essa repercussão porque sou eu quem cuida dos retornos aos fãs dos filmes, ao público que quer conhecer e tudo mais. Na hora já fui elaborando a campanha e aguardei um final de semana pra deixar tudo bem enxuto e jogar na internet. Daí as pessoas foram aderindo, até porque muitas e muitas ainda não conseguiram ver o filme e querem muito assistir. Na verdade a adesão está apenas começando. Por falta de tempo, ainda nem cheguei diretamente nos formadores de opinião, jornalistas, produtores e tal.

RC: Por que você acredita que eles não querem exibir?

biAh weRTHer: De início, penso que eles, por só conhecerem cineastas do tapete vermelho e bons moços, simplesmente não nos valorizaram. Deixaram a gente na geladeira e daí não viram valor em exibir. Afinal, do RS, eles já tem seus parceiros, que por certo nem precisam passar por curadoria. São negócios. E nós não parecemos lucrativos aos olhos deles, com certeza. Depois que as pessoas começaram massivamente a enviar e-mails pedindo o filme, eles tomaram a atitude equivocada de quem não está acostumado a exibir o que o público pede. Eles programam de cima pra baixo, isto ficou claro.

Quando pediram nosso telefone imaginamos que eles quereriam repensar, negociar de algum modo porque o público de TV a cabo é cliente. Entretanto, a curadora estava chateadíssima com nosso público. Queria que fizéssemos pararem de pedir o filme (como se isto fosse possível, com gente de várias cidades escrevendo a eles e retuitando).
Ela demonstrou o conceito equivocado: “Se vocês pretendem exibir conosco, este é o caminho errado”. Ou seja, a mobilização do público é o caminho errado. Talvez para eles nós devêssemos arranjar um padrinho importante, ou sei lá. A mim, ficou uma impressão de que ficamos marcados e não será só o Bitols que eles nunca exibirão. Espero estar errada, mas eles estão realmente chocados com o fato de termos um público que se manifesta.

Personagem Rita em um beijo roquenrol em cena de Bitols

RC: O que espera com essa movimentação na internet?

biAh weRTHer: Olha, eu comecei pensando em conseguir um espaço que se diz ‘casa do cinema brasileiro’. Queria algo simples, mais uma janela pra meu filme. Mas após o modo como a responsável conversou conosco, eu senti que é algo além do meu umbigo. O que estamos mobilizando é as pessoas que querem que o cinema independente brasileiro tenha tela.  Notei que isto vai passar do assunto Bitols e queria muito que outros coletivos fizessem o mesmo. Mobilização popular. É aí que pega. Eles ficaram tão assustados porque o público recebe o que vem pronto. Isto pode mudar, o modo como estamos distribuindo nossos filmes é só um dos exemplos.

RC: Você acredita que a emissora irá exibir o filme?

biAh weRTHer: Espero que sim. Na verdade, prefiro acreditar que eles vão nos respeitar, sentar em suas salas refrigeradas, falar sobre nós não como punks barulhentos – que estamos longe de ser – mas como realizadores que merecem todo o respeito e que tem um público, cliente deles, que gostaria de ver nosso trabalho em seu veículo. Espero que eles revejam seu modo de pensar uma programação.

RC: Outros grupos e cineastas independentes estão ajudando o movimento?

biAh weRTHer: Eu notei hoje que coletivos começaram a se ligar. Eu comecei tudo falando direto com público, não com cineastas. Meu foco não era pensar em algo tão político (ingenuidade minha, pois começar tal campanha já foi confronto político), então fui a pessoas que me escrevem pedindo o filme em suas cidades. Foi pouco ainda, faltam milhares pra eu convocar a pedirem o filme no Canal Brasil. Mas hoje percebi cineastas, músicos, produtores culturais que retuitaram sem eu falar diretamente com eles. Isto me animou, vou seguir com a campanha.

RC: Voce acredita que isso abrirá precedente para outras produções independentes?

biAh weRTHer: Por certo!

RC: Até quando continua a campanha?

biAh weRTHer: Se você pensar bem, esta campanha existe desde que começamos e irá seguir por toda a nossa vida. A vida de quem não faz parte dos clãs, nós que somos de redes entre coletivos estamos sempre numa espécie de campanha, pois é o público que faz a coisa acontecer e não negociatas em salas engravatadas. Não pagamos lobistas, não
sabemos nada sobre isto. Somos artistas, apenas artistas.

RC: Voces pretendem fazer uma exibição simbólica em diversos pontos do Brasil. Como será isso?

biAh weRTHer: Neste domingo (27), por mobilização de artistas e público de Alegrete, na fronteira. (Aliás, o filme tem feito muito sucesso em todas as cidades de fronteira). Vamos aproveitar e pedir que pessoas façam sessões no mesmo horário. Que liguem suas twitcams, que mandem fotos dos amigos assistindo o filme. Tudo irá pro blog numa grande matéria. Eu acho que exibirei em casa ou num espaço cultural de uns amigos do teatro. É tudo em cima da hora, mas creio que será legal.

Mas tem algo maior! Semana que vem temos reunião com uma FM onde tenho muitos amigos que apresentam programas. A idéia é fazer sessões em parceria com eles, que tem o poder da mídia. E daí atender mais e mais pessoas que não viram o filme, mas ao mesmo tempo, seguirmos com o assunto Canal Brasil X Público;

Veja o Trailer de Bitols

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Mostra de Cinema Sem Limites terá duas sessões

2ª Mostra de Cinema Sem Limites divulga programação completa

Cartaz do curta "O Retorno da Lua" de Tobias Rodil integra a exposição

A produção da 2º Mostra de Cinema Sem Limites divulgou ontem a programação do evento. A mostra, que será realizada no dia 20 de março no Centro Cultural Roberto Palmari – localizado na Rua 2, nº 2880, Centro  – e integra o IX edição do Festival Rock Feminino, contará com duas sessões.

A primeira, que acontece às 15 horas e recebe o nome de “Sessão Cineminha”, pretende mostrar um universo mais lúdico das obras e terá também trabalhos convidados de cineastas rio-clarenses. Já a “Sessão Sem Limites” tem início às 20 horas e será um panorama da produção nacional do chamado cinema sem limites.

A mostra realiza ainda exposição com cartazes de filmes produzidos por cineastas rio-clarenses e da região. Entre as peças estão o longa “O Diário da Província” de Roberto Palmari (1978); “Paulo Freire – Reflexões” de Paulo Rodrigues (1983), “Ista” de Lourenço Favari (2008), “O Grande Lazarento” de Priscyla Bettim (2009) e “Coração Imaculado – Vida e obra de Barbara Maix” do padre Antonio Sagrado Bogaz (2010).

O evento é uma realização da Rock Feminino Produções, da Rede Cidade Livre e Grupo Auê de Cultura e Artes, com apoio da Prefeitura Municipal de Rio Claro, Cineclube Crec e Núcleo Audiovisual de Guerrilha Fudidos & Malpagos. O Festival Rock Feminino é um projeto realizado com o apoio do Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2010.

2ª Mostra de Cinema Sem Limites acontece no domingo (20) no Centro Cultural Roberto Palmari em Rio Claro-SP

SESSÃO CINEMINHA


A “Sessão Cineminha” conta com trabalhos dos cineastas rio-clarenses convidados Bruno Nicoletti, João Paulo Miranda Maria, Letícia Tonon e Pryscila Bettim, além dos curtas selecionados “As aventuras de Bruford & Calahan” de Ricardo Pinto (RN) e “TamanduAbandeira”  de Ricardo de Podestá (GO)

SESSÃO SEM LIMITES


A “Sessão Sem Limites” exibe os curtas “Substantivo”, de Regina Machado (RJ); “Ela, Vanessa”, de Marcos Zuin (SP); “Aos pés”, de Zeca Brito (RS); “Deep Water”, de Clara Mancuso e Guilhereme Garcia (SP); “Azul cor de terra”, de Rafael Almeida (GO); “A Minha alma é irmã de Deus”, de Luci Alcântara (PE); “1:21”, de Adriana Câmara (RJ); e “Tebei” de Gustavo Vilar, Hamilton Costa, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo (PE).

Selecionados para a 2ª Mostra de Cinema Sem Limites

"Ela, Vanessa" curta de Indaiatuba-SP e dirigido por Marco Zuin foi um dos selecionados

A produção da 2º Mostra de Cinema Sem Limites divulgou os selecionados para a mostra que acontece no dia 20 de março no Centro Cultural Roberto Palmari em Rio Claro – SP. O evento, que integra as atividades do IX Festival Rock Feminino, tem como objetivo a formação de público, difusão de obras audiovisuais produzidas no país, além da realização de intercâmbios entre as diferentes estéticas do cinema moderno.

Para a missão de selecionar os trabalhos, a organização do evento contou com o parecer de três entidades, são elas o Centro Rioclarense de Estudos Cinematográficos (Crec), o Núcleo Audiovisual de Guerrilha Fudidos & Malpagos e o voto de minerva da secretaria de audiovisual do Grupo Auê.

Ao todo foram recebidos curtas-metragens de dez unidades federativas do país, representando mais de 50 trabalhos. Com tema livre na edição de 2011, foram selecionadas 10 obras para compor o panorama do que tem se produzido no país nos últimos anos.

De acordo com Favari Filho, presidente do Grupo Auê, o volume de inscrições superou todas as expectativas. “Não esperávamos esse número. A primeira edição da mostra foi realizada com alguns filmes convidados e também com a exibição de trabalhos reconhecidos na história do cinema independente. Percebemos o potencial do evento na primeira edição, mas realmente nos impressionou”, diz adiantando que a próxima edição do evento contará com mais dias de exibição.

SELECIONADOS


Titulo: Tamanduá Bandeira

Direção: Ricardo de Podestá

Animação

Goiania – GO

Titulo: As aventuras de Bruford & Calahan

Direção: Ricardo Pinto

Animação

Natal – RN

Titulo: Substantivo

Direção: Regina Machado

Documentário

Iguaba Grande – RJ

Titulo: Ela, Vanessa

Direção: Marcos Zuin

Ficção

Indaiatuba – SP

Titulo: Aos Pés

Direção: Zeca Brito

Ficção

Porto Alegre – RS

Titulo: Deep Water

Direção: Clara Mancuso e Guilherme Garcia

Experimental

Campinas – SP

Titulo: Azul cor de terra

Direção: Rafael de Almeida

Documentário experimental

Goiania – GO

Titulo: Minha alma é irmã de Deus

Direção: Luci Alcântara

Ficção

Recife – PE

Titulo: Tebei

Direção: Gustavo Vilar, Hamilton Costa, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo

Documentário

Olinda – PE

Titulo: 1:21

Direção: Adriana Câmara

Experimental

Rio de Janeiro – RJ

SESSÕES

A 2ª Mostra de Cinema Sem Limites será divida em duas sessões, no dia 20 de março, em diferentes horários no Centro Cultural Roberto Palmari. A primeira, que acontece às 15 horas e recebe o nome de “Sessão Cineminha”, pretende mostrar um universo mais lúdico das obras e terá também trabalhos convidados de cineastas rio-clarenses. Já a “Sessão Sem Limites” tem início às 20 horas e será um panorama da produção nacional do chamado cinema sem limites.